sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vamos falar de compatibilidade química nos cabelos







Gente, não é a minha área, sou esteticista FACIAL, DEPILADORA e DESIGNER DE SOBRANCELHAS!

Mas como também é um assunto que me interesso muito, e tenho dúvidas, estou procurando entender melhor esse negócio de química capilar! ADORO colorometria e afins...
Então, começo pesquisando sobre alisamentos, progressivas e outras informações importantes!

E vamos lá:


Quem me conhece já sabe que à algum tempo aliso meus cabelinhos e por isso passei a me informar cada vez mais sobre alisamentos e cia. Ja vi muitas meninas ficarem praticamente carecas por não observarem a incompatiblidade química dos produtos alisantes.

Existem 3 familias de principios ativos, são elas :





  1. FAMÍLIA DOS HIDRÓXIDOS: Hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, hidróxido de guanidina hidróxido de lítio, hidróxido de magnésio
  2. FAMÍLIA DOS TIOL: Tioglicolato de amônia,líquidos de permanente,etanolamina
  3. FAMÍLIA DOS METAIS: Henna, henê, tinturas a base de plantas.

É de extrema importância saber qual ativo o cabelereiro vai passar no seu cabelo, pergunte sempre! Uma mudança de ativo químico sem cuidados pode deixar qualquer uma careca!

Para não correr nenhum risco basta conhecer o ativo químico do produto e usar sempre o mesmo ativo ou no máximo usar um ativo da mesma família, ja que os produtos de uma mesma família são compatíveis entre si e incompatíveis com os demais produtos.  Ex: quem usa sódio pode usar guanidina, porque são da mesma família, mas não pode usar tioglicolato de amônio.



Uma coisa que me deixa revoltada, são "profissionais" que não dizem ao cliente a química que usa, pode parecer incrivel, mas tem muita gente que me diz que o "profissional" simplesmente não diz qual o ativo quimico. Gente, vocês como clientes devem exigir a transparência, mesmo porquê se vocês não sabem o ativo quimico, vão virar refém desse "profissional", uma vez que é impossivel fazer quimica em outro salão se você não sabe o que foi usado no seu cabelo.

Tudo isso para dizer que algumas quimicas são incompativeis entre si, por exemplo : se você usou x-tenso (amônia) você não pode usar amacihair que é a base de guanidina. Apenas quimicas da mesma familia são compativeis entre si (mediante um teste de mecha!). Conforme descreve acima.

E impossivel usar uma quimica e depois mudar para outra dita incompativel sem o risco de ficar careca? Impossivel não é mais requer um certo tempo sem usar quimica, para quem esta nessa transição entre uma quimica e outra, venho contar minha experiência.

Ha muitos anos atras, antes mesmo de eu ter blog, eu usava henê, sim esse produto creuza que o pessoal fala mal, mas que apesar disso é registrado na Anvisa e não causa câncer como muita escova por ai. Como não estava mais satisfeita com o produto eu decidi trocar, mas o henê não é compativel com outras quimicas de alisamentos e qualquer quimica só sai do cabelo cortando.

Eu decidi que iria esperar seis meses, que é o prazo mais ou menos que as pessoas recomendam para troca de quimica, não é que em seis meses a quimica sai, mas é que seis meses sem quimica equivale a mais ou menos 6cm de raiz virgem, o que da maior segurança ao cabeleireiro para poder aplicar uma nova quimica sem encostar na parte do cabelo com a antiga quimica, ja que se uma parte tocar na outra é corte quimico na certa!

Eu parei de aplicar henê, no primeiro mês não tive muito problema, mas ja no segundo meu cabelo ficou parecendo um capacete, eu tive que escovar e pranchar toda semana para poder suportar o meu cabelo. Tive "sorte" de não ter constraste da cor, ja que meu cabelo é naturalmente bem preto, então o contraste foi apenas da textura.


Durante a transição eu usei os mais variados tônicos e loções para o couro cabeludo, usei minoxidil, tônico de alho gota dourada e vários outros que não lembro o nome, o objetivo era ajudar o crescimento do meu cabelo para que a troca de quimica se efetuasse o mais rapido possivel. Ainda no segundo mês eu apelei para uma escova agressiva progressiva, eu ja era contra esse tipo de escova na época, mas o desespero de ver minha raiz virgem e não poder alisar foi mais forte que eu, e passei por cima das minhas convicções e usei a progressiva para poder ajeitar meu cabelo.

Aproveitei também esse periodo sem quimica para hidratar bastante o cabelo, também reconstruia, pois queria que meu cabelo estivesse forte o suficiente para encarar a nova quimica.

Foram meses usando rabo de cavalo, tiaras e escovando o cabelo toda semana, e depois, com cinco meses eu encontrei uma cabeleireira que fez minha troca de quimica. Ela teve o cuidado de proteger a parte com henê e passar a guanidina apenas na parte virgem, foi uma operação muito delicada, uma vez que se a guanidina tocasse na parte que ja estava alisada meu cabelo quebraria, mas tudo deu certo e so uma pequena mecha na parte de tras do cabelo quebrou.


Hoje em dia, para troca de quimica ha o kit de desmineralização capilar que promete retirar a quimica dos fios, na época que troquei de quimica ainda não existia esse produto. Alguns anos depois, conheci esse produto e fiz três aplicações, queria retirar o resto de henê que havia nas minhas pontas para poder me livrar de vez, mas terminei não fazendo as dez aplicações exigidas pois achei que não valia a pena ja que so tinha o produto nas pontinhas, preferi tirar as pontas e ficar livre.


Quais conselhos dou a quem quer trocar de quimica?

  1. Paciência! Eu sei que as vezes bate o desespero, mas colocar a quimica por cima antes do tempo de espera so pode piorar a situação e provocar um corte quimico, é melhor um cabelo sem forma e feio na cabeça que ficar careca!
  2. Use e abuse da sua imaginação para disfarçar e deixar o cabelo bonito : escova, use tiara, penteados, tranças...
  3. Aproveite esse tempo para tratar do cabelo, assim quando for usar a nova quimica ele estara mais saudavel e resistente.

(Depoimento de Paula)

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